Rui Zink

Rui Zink.mp3

É fácil depois do jogo dizer eu adivinhei que isto ia estar tudo pulverizado não havia ninguém adivinhou sobretudo ninguém adivinhou a velocidade a que isto ia acontecer. O que é surpreendente é a velocidade. Eu ainda me lembro de ir a Frankfurt A Feira do Livro e haver um pavilhão salvo erro em 97 a 98 sobre o livro digital feito pelos alemães que estavam a pensar para frente e no ano seguinte já não houve pavilhão porque foi um fiasco.

E o livro em papel ia durar os jornais em papel iam durar as pessoas vão manter se agarradas aquela informação dura

 [00:00:55] e

 [00:00:56] e a internet.

 [00:00:57] Já existia começou existir.

 [00:01:00] Eu aliás fiz uma coisa que acho interessante e que tenho pena que não tenha sido celebrado nos 20 anos de ser este ano.

 [00:01:07] Parece que foi os surfistas

 [00:01:10] tanto quanto sei.

 [00:01:11] Foi a primeira

 [00:01:13] vez que em Portugal foi feito um livro on line e interativo. Isto a razão porque não há muita memória de isto é porque era. Era isso que foi produzido por uma empresa chamada Clix que era do tio Belmiro de Azevedo o mesmo do público. E esta empresa foi sediada

 [00:01:32] no 1

 [00:01:33] andar por cima da sede do público ali ao pé das Picoas. No tempo em que os jornais ficavam mesmo no centro da cidade e não nas periferias

 [00:01:46] e

 [00:01:47] que eu era o tio Belmiro sem saber muito bem o que é que ia dar mas a farejar que vinha aí um faroeste vinha aí uma Bitcoin qualquer vinha aí uma busca do ouro. E como bom empresário sem saber ainda o que era

 [00:02:04] o

 [00:02:05] ou ele ou os filhos, ou alguém o aconcelhou a dizer isto se calhar vamos perder dinheiro mas não podemos ficar de fora

 [00:02:11] deste jogo.

 [00:02:12] E o que aconteceu foi que em 2001 fui

 [00:02:15] desafiado e

 [00:02:19] Miguel Pereira

 [00:02:21] e

 [00:02:23] o João agora falha-me o outro nome dele

 [00:02:26] é

 [00:02:26] um bom escritor e eram jornalista na altura. Para ser a figura humana

 [00:02:31] que fazia aquilo

 [00:02:33] e eu construir uma máquina eles como eram jovens tinham uma ideia estúpida e eu tornei a ideia mais pragmática porque era o meu corpo que afetava manifesto Eu estava a sugerir que eu fosse todo nu para o meio para o meio do campo de batalha lutar contra o exército de tanques e mísseis. Portanto eles queriam ter na mão a Portuguesa. Eu disse façam isso com outra pessoa e eu na altura tinha 40 anos. O que é e percebi que aquele aquele desafio que era escrever um romance ao vivo já tinha feito não tinha sido feito muitas vezes porque não conheço outros casos. Embora acredite que tenha havido outros casos alguns no mundo ao mesmo tempo que era só o primeiro capítulo foi publicado foi escrito antes de ser publicado todos os outros eram escritos em função das reações dos

 [00:03:23] leitores

 [00:03:25] nas contribuições e sobretudo das votações. E foi uma viagem épica durante três meses em que eu tinha que publicar três artigos por semana. Tinha que escrever até que os entregar até o meio dia de segunda quarta e sexta a fim de eles poderem publicar ao meio dia o que aconteceu com isto e que entretanto isto desapareceu o Clix

 [00:03:49] perdeu os arquivos.

 [00:03:52] Isto foi publicado em livro mas Dom Quixote herdeiro onde os arquivos mas não tenho exemplares em casa não teria maquete online interativa. Acho que era muito interessante disse Santos tenho ironicamente o registro em papel mas não resisto a uma caneta em computador. Até porque naquela altura as disquetes eram diferentes. Fins tudo aflorou muito depressa. Mas o que aconteceu foi que o Silvana decidiu investir algum algum dinheiro. Como empresário não sei o que é que isto vai dar mas pode vir aí algo como como no princípio do século 20. Este foi um século depois de Frei 2001 o início do século 21

 [00:04:35] e

 [00:04:37] aliás poucos meses antes do início do século 21 já lá vamos

 [00:04:41] eu

 [00:04:42] e o que aconteceu foi que no princípio do século do século 20 nós imaginamos passou a fazer cinema agora é uma coisa chamada Hollywood uns barracos ou os tipos que fazem filmes e não oferecem vista vez

 [00:04:56] algum.

 [00:04:57] Nunca se sabe se aquilo vai dar e está ao mesmo tempo que investiu em carros elétricos

 [00:05:02] depois

 [00:05:02] substituídos pelos carros de petróleo porque não eram tão rápidos. Eram carros de guerra. Os carros eletro. No princípio do século depois houve muitas coisas em que as pessoas investiram. Vale a pena ver. Algumas são

 [00:05:14] risíveis e que é que

 [00:05:17] é que vão dar se iam dar sucesso um pouco como os falhanços épicos da web. Agora aquilo foi investimento muito curto.

 [00:05:27] O Clix foi

 [00:05:30] desapareceu num espaço por dois ou três anos portanto como projeto fizeram mais uma tentativa de fazer coisas criativas e depois foram morrendo aos poucos. Até que até que o Clix basicamente desistiu. E o que aconteceu foi que isto durou porque eu tinha 40 anos e 40 anos de idade otima. Eu já tinha uma experiência de ser escritor para trás e tinha experiência suficiente para perceber que este desafio ia ser um desafio mais físico mais tipo o homem da maratona da sinopse mim do que propriamente a eu tenho tanto talento e jeitinho e. E isso fez com que mais uns anos eu estaria cansado uns anos para trás estaria verde mas não aguentei. É engraçado que

 [00:06:21] o

 [00:06:21] resto o resto não aguentou. Eu estava a fazer a coisa mais difícil que era no espaço sensivelmente 32 horas ver o que o que é que os idiotas dos leitores tenham contribuído. Ver o que quer que eles tenham voltado para ver como é que descalçar a bota e depois tentar resolver com alguma graça em 5 mil caracteres. A etapa seguinte é voltar sempre ao mesmo. Ao longo disto tendo crianças pequenas tendo viagens pelo meio foi foi foi foi a Finlândia foi a França enfim essas coisas todas

 [00:06:57] e

 [00:06:59] ironicamente passei por Frankfurt também pelo ou pelo Centro de Frankfurt de ontem fiquei com muito medo por lá vírus. O texto que tinha mesmo para enviar entre aviões para cumprir prazos e depois tudo o resto foi falhando. Muitas vezes eu entregava a entrega sempre ao meio dia para ficar ao online na rua e depois às quatro da tarde. Eu reparei tivemos uns problemas técnicos muitas vezes as pessoas que eram mais não respirava. Quer dizer eu estava a carregar uma pedra de 200 quilos nas costas e aguentava. E eu fui um indivíduo que era já uma antevisão dos jovens de hoje e aquilo a que aquilo foi horrível. Vou desmaiar. Quer dizer sem querer ofender Joana mas esta geração umaƒ geração perfeitamente

 [00:07:47] ZELAYA E

 [00:07:49] eu aguentei a bronca é porque é que a internet falhava. A internet falhava porque graças a

 [00:07:55] Deus a

 [00:07:57] internet era mais estúpida mais lenta e menos eficiente do que os humanos e como os robôs há uns tempos a melhor experimentou fazer amor com robôs. Falar não não é bem na arte é só uma experiência e eu devo estar bem pronto para mandar um robô do Japão e depois ela é novidade mas ainda tem gestos muito mecânicos

 [00:08:21] e

 [00:08:21] o receio é que daqui a uns anos venha um novo modelo já com gestos tão fluido como os meus. E é com uma melhor imitação de músculos um rancho melhorado e com uma ereção que durou mais do que mais do que eu. Meu recorde até hoje é sete segundos. Portanto este é o problema. A internet

 [00:08:46] em 2001

 [00:08:48] Odisseia no Espaço a Internet

 [00:08:52] era

 [00:08:53] ainda pré

 [00:08:54] histórica.

 [00:08:56] Naquele tempo eu achava que era uma das pessoas na universidade que estava mais à frente porque eu falava já daquilo havia uma pessoa tipo Olga Pombo na Faculdade de Letras que falava na Faculdade Letras não quero ofender se calhar era direito mas que que já falava do hipertexto. Conceitos como o hipertexto eram complicados de explicar e de compreender. Mas havia muito pouca gente a falar disto. Eu lembro de uma entrevista de uma visão que fez um especial sobre o mundo digital e foram entrevistar duas pessoas. A primeira foi o especialista diz tudo. Obviamente não preciso dizer o professor Marcelo não é o professor Marcelo foi explicar foi a pessoa que a revista Visão se lembrou para explicar e tentar compreender o conceito o que é isto do mundo digital e da internet é a fase das redes sociais e depois a última da hora as lembranças são mais um tipo que pelo menos pelo menos já fez um clique. E então lá me ligaram eu havia umas coisas mas depois quando fui ler o artigo foi a favor em jornais que falam do meu trabalho. Com toda a gente e o que aconteceu foi que eu li o artigo de fio a pavio e de repente descubro que salvaram duas palavrinhas minhas. Por quê. Porque o artigo já estava

 [00:10:18] feito

 [00:10:19] e não se deram ao trabalho

 [00:10:20] de de o dia

 [00:10:23] de o alterar. O que aconteceu é que o professor Marcelo ainda é mais velho que eu. Portanto ele estava ainda mais fora do jogo. Portanto é ridículo era mesmo a preguiça a completa preguiça moral que também ajudou a deitar abaixo o jornalismo. E eu pelo menos eu pelo menos dava aula sobre o

 [00:10:42] assunto

 [00:10:43] seja eu pelo menos cá está. Tive o privilégio de estar em Frankfurt quando quando ouvi o primeiro o primeiro módulo dedicado ao mundo digital eu tive curiosidade porque a minha área diz comprar um objeto já não me lembro daquilo era de uma livraria americana Barnes Noble e de comprar um objeto duro um antepassado do Kindle onde podíamos ler o texto. Tentativas de imitação do papel. Essas coisas todas as vezes altura andava na rua com aquilo e com o livro pois fui bateria abaixo e descarregar. Aquilo era uma chatice era lento e tudo mais.

 [00:11:18] Mas eu lembro que aquele especial que

 [00:11:22] foi artigo de capa era um disparate. Mas isso era um disparate bom porque era o santo o santo Reino da ignorância. Quando é que a internet virou perigosa e perigosa quando começou a fazer amor com a minha mulher mais rápido do que eu. Ou seja virou perigosa quando começou a ser tão rápida como nós.

 [00:11:42] E depois mais rápida.

 [00:11:44] Houve um tempo em que eu estava em casa foi há 20 anos em que eu estava em casa

 [00:11:49] e e eu.

 [00:11:53] Eu de repente tenho uma palavra que quero encontrar. E eu digo vou procurar na internet e a internet é tão

 [00:12:00] lenta pode

 [00:12:02] ser podem ser apenas 20 segundos mas aqueles 20 segundos eram uma eternidade tão lenta a mudar tão lenta a piscar totalmente se aquecer que eu disse Não vou aqui. Eu tenho livros em casa vou ao livro e ao momento eu vou dizer vou dizer a Olhão 2012

 [00:12:18] em que

 [00:12:19] de repente nós deixamos de ir ao livro deixamos de ir a enciclopédia e passamos a ir à internet porque ela virou rápida virou rápido e hoje não só é mais automático como todos nós temos o tempo que temos no nosso povo. O que é porque é que eu falo dos surfistas porque eles foram feitos entre julho entre entre salvo erro 6 do 6 de julho e 31 de agosto de 2001 e 6 de junho. Eu lembro me que foi de manhã eu fui ao funeral do meu último grande editor o que era o irmão de Monteiro da Alvim que conseguiu construir só com lábia uma editora de poesia com sucesso. Portanto era uma editora de poesia que ocupava um lugar que hoje há outras editoras a tentarem ocupar o lugar perfeito mas não conseguem com aquela autenticidade aquela força

 [00:13:17] e

 [00:13:18] é a morte do irmão o Monteiro. Foi quase um final foi a morte do mundo editorial que era mundo editorial que tem muito a ver com os mídia que era. Era na Rua Diário de Notícias eu encontrar o Hermínio às duas da manhã e eu virei para a rua e um saiu agora um grande livro Poesia triste que o rei dá um abraço e eu só anos depois descobria que sempre que eu me via às duas da manhã na rua de notícias no Bairro Alto não sei porque era sempre às duas da manhã na rua diante do Bairro Alto. Podia ser às duas e quinze horas do dia 14 mas ele sempre às duas da manhã na Rua Diário de Notícias do Bairro Alto e rua ver notícias porque no Bairro Alto havia a rua capital australiana onde estava de Lisboa. Os jornais e editoras estavam ali. Era ali estavam ali portanto estavam ao vivo e era ali que estavam as impressoras e os jornalistas iam ver as primeiras tiragens e os jornais saíam e é um tempo com o qual eu cresci e em que chegaram chegavam a haver três tiragens por dia. Via os jornais da manhã os jornais da tarde os jornais do início da tarde e o Jornal do fim da tarde a tiragem de última hora o verdianas enfim todo este universo

 [00:14:32] e

 [00:14:33] em 6 de Janeiro 6 de junho de 2001

 [00:14:37] foi o

 [00:14:39] funeral e o lançamento do Hermínio Monteiro e o lançamento deste

 [00:14:44] deste

 [00:14:46] deste desta aventura on line os

 [00:14:49] surfistas.

 [00:14:52] Começava como homenagem ao Luís de Camões. Ele não lembra está com manuscrito e o nosso protagonista chamado Luiz Fernando homenagem aos nossos dois grandes poetas. Estava no meio da água a nadar como a disquete com CD-Rom. Isto era o. Era a previsão de futuro ou esta aventura termina com tudo quanto era problemas falhas técnicas

 [00:15:15] porque um

 [00:15:17] dos países onde eu tive mais problemas foi na Finlândia. Eu estava lá num festival sobre um tema que eu não não sabia porque iria ser também do século 21

 [00:15:25] a estupidez e a literatura.

 [00:15:29] E de repente eu tinha que ir ao entregar sempre militarmente o meu capitão. E o problema é que a certa altura só a três quilômetros dali é que havia um telefone com um telefone depois de telefonar às vezes não dava pois ver que ele fazia um barulho enorme

 [00:15:50] e

 [00:15:50] era um esforço homérico. Era um esforço homérico porque estávamos na idade da pedra porque estávamos mesmo em 2001 estávamos na Idade da Pedra 31 de agosto estamos todos contentes e secos

 [00:16:01] para este

 [00:16:03] fim. Quando as coisas correm mal em toda a gente vai para a filosofia tanto é no fator Fênix e no dia

 [00:16:11] os rumos uns dez dias depois

 [00:16:14] há mais coisa mais coisa dez ou doze dias depois fomos ter uma reunião por cima do onde era o jornal Público na sede do Clix

 [00:16:22] o futuro

 [00:16:23] editor em papel que ia publicar o livro em novembro Dom Quixote para ser diálogo entre internet e livro e os editores contente também do outro Clix os jovens diretores mais jovens que eu leitor todos contentes a dar parabéns nas costas uns dos outros. Acordar que aquele tinha sido um sucesso e é o livro em papel ia ser um sucesso muito giro e ter tudo aquilo que eu fiz que é o diário de

 [00:16:47] bordo e a

 [00:16:49] ter todas todas hierarquizadas todas as perguntas todas as opções todas as votações. Houve uma votação. Parece mentira mas é verdade

 [00:16:59] é

 [00:16:59] que eu perguntei Deus existe leitor a fim de talvez você não saiba ler não sei não me interessa porque já estava no fim e já eu já seria ir para o ar e com isso terminava portanto aí tirei a máscara e já a votação era brincadeira. E nesse dia o Micael Pereira disse ao rei não vais acreditar as votações. Houve um problema técnico as votações ficaram todas a zeros. Isso não é prova da existência de Deus. Não sei o que

 [00:17:31] é

 [00:17:32] não estarmos todos contentes e saímos por volta do meio digital saímos mas eu vou andando pelas Picoas morava e morreu ali ao pé. Entrei no café Vita não me vi. É muito bonito fica em frente à Sociedade Portuguesa de Autores que representa autores online representa autores em papel representa a gente é como sempre. Bom dia senhor Abreu e ao mesmo bom dia serei eu e o café como costume quero uma empada. Estão ótimos acabaram sentindo uma empada e nesse momento eu olho para ali e eu olho e na televisão está

 [00:18:08] o

 [00:18:09] as marcas de por o que acabou de embater um avião

 [00:18:15] numa torre e

 [00:18:19] olhar para aquilo e de repente aí já vemos o primeiro gol. Aí já vemos no segundo porque já vi muitas câmeras olhar para lá. Aí vemos o embate mesmo do segundo e de repente passamos de um acidente brutal

 [00:18:32] e estúpido para

 [00:18:35] uma mudança de paradigma. Naquela altura toda a gente entendeu isso não foi acidente.

 [00:18:41] Um pode ser dois. É mesmo outra coisa.

 [00:18:48] E foi nesse dia 11 de setembro que começou

 [00:18:51] o Milênio

 [00:18:53] ou seja começou o mesmo milênio que nós estamos a viver no tempo em que nós estamos a viver que ironicamente tem muitas consequências para para a comunicação porque acelerou a necessidade acelerou o fenómeno feminino já tinha já tinha estado a bombar a lucrar com as guerras as guerras do Golfo e a guerra da Jugoslávia as guerras

 [00:19:16] em direto

 [00:19:17] além defendendo também o Zé Roberto Santos. Foi aí que se viram estrela com o céu o céu o céu

 [00:19:24] aquele aquele

 [00:19:25] que leva a ou os filhos e os jornalistas são muito infantis quer dizer gostam sempre de brinquedos e gatos que são crianças criadas

 [00:19:35] e

 [00:19:36] começou a carreira dela começou ali também. E a CNN tornou se a emissora que faz do noticiário sempre como faz o noticiário de sempre tem que ter notícias para ferrar

 [00:19:52] think tank que tem que dar.

 [00:19:54] Não há momentos vazios e ao não haver momentos vazios

 [00:19:59] cria crê

 [00:20:01] ou aproveita o Macedo de imediato e os jornais começam a ir a correr atrás. Porque os jornais são do tempo lento

 [00:20:10] e o livro é

 [00:20:12] ou era ainda mais de um tempo de um tempo lento um tempo

 [00:20:16] artesanal e de facto haver terrorismo ao vivo

 [00:20:23] e haver guerras ao vivo e depois daqui a dois anos ou a invasão do Iraque e tudo o resto foi mal para a humanidade. Mas foi muito bom para afirmar o mundo digital tanto quanto nós compramos o Facebook da viciação de refeição começou no outro

 [00:20:42] lado do

 [00:20:43] edifício e começou como sempre com quem com a ascensão das máquinas na máquina televisiva sobre o papel e depois com o vício de fazer dinheiro continuou de ter que ter notícias contínuas. Ou seja a impossibilidade de ver meus caros senhores não aconteceu nada na última

 [00:21:02] hora vão ler um livro ou ler

 [00:21:05] um jornal. Além disso nós neste momento apenas podemos repetir a informação acabam por isso talvez agora se quisessem se quisessem informar se podiam ler agora a notícia alongada num jornal daqueles que que trabalham o assunto podiam na altura ter feito notas de rodapé humanas quer dizer onde começou agora a Guerra do Golfo

 [00:21:29] está

 [00:21:29] a começar os nossos jornalistas estão aqui apenas porque são ungidos

 [00:21:33] mas Ah mas é

 [00:21:36] uma altura de tal talvez paremos por vocês para passarmos aqui recomendar más notícias que estão em jornais e que estão publicados em um livro de gente que olha este jornalista inglês que mora em Beirute há 20 anos. Isto é não está lá há dois dias a este jornal. A este jornalista que vive no sítio que não está no hotel

 [00:22:00] e portanto

 [00:22:03] havia vários havia várias soluções mas obviamente que a ganância vem sempre ou seja os vícios como diria o professor Cavaco. A má moeda expulsa sempre a boa moeda

 [00:22:16] como é hoje.

 [00:22:18] Eu acho que nós nunca nos devemos queixar do modo como as coisas estão. Portanto não serve nada chorar sobre o leite derramado. Mas acho muito interessante acho mesmo muito interessante

 [00:22:31] ver

 [00:22:32] ver e ver quem está a ver a relação ver o que é que troço digital de bom. Eu acho que trouxe muitas coisas boas. E obviamente que

 [00:22:42] eu

 [00:22:42] fico um bocadinho como como aquelas pessoas que que dizem não fumo depois fumam. Portanto é como aquela pessoa que diz Vocês deveriam ler um livro e depois eu estou aqui a consultar o telemóvel. Não vale a pena sermos hipócritas. Vale a pena tentar negociar e negociar os veleiros por exemplo. Não é mal às vezes perceber se que o que foi mentira aquela história das armas de destruição maciça

 [00:23:14] só

 [00:23:15] reconhecer que não vai mudar o que está o que está feito está feito mas ajuda a compreender que ali houve houve erros talvez por exemplo o Facebook possa agora começar a arrepender se

 [00:23:30] de

 [00:23:32] ter caído na armadilha de nos por em caixinhas

 [00:23:35] de

 [00:23:36] dados por todos ou ouvir opiniões com as quais concordamos que aliás não é verdade. Eu ouço todos os dias no Facebook opiniões com as quais não

 [00:23:45] concordo

 [00:23:47] e por uma razão simples mas isso implica que com um bocadinho da educação que é primeiro porque não bloqueie qualquer pessoa que que queira que depois de mim que desde o horror tente controlar essa tendência que alguns colegas intelectuais meus têm só falo com pessoas que dizem bem de

 [00:24:08] mim e eu. Outra é

 [00:24:11] tentar também alargar o leque de pessoas que eu

 [00:24:14] visito

 [00:24:16] quer dizer deixar que minha casa minha tasca seja feita o máximo de pessoas. Muito raramente bloqueio alguém e quando bloqueio não é para me ofender e. Sonsa são sim é aquela coisa que às vezes me

 [00:24:29] irrita ou

 [00:24:31] ofender ou discordar não e depois também manter um eco que é dar me com pessoas que não se dão bem entre si. Quer dizer eu umas são Intelectuais respeitáveis outras não são outras são pessoas que com as mais variadas profissões. Mas isso é manter a diversidade é uma forma simples de negar a violência do algoritmo. A outra coisa é variar também os sites que nós visitamos para não variar os sites culturais que nós visitamos. Estava nos EUA veio dar uma aula e de repente usar a internet e para celular lá um anúncio conhecer noivas russas

 [00:25:17] e eu percebi que

 [00:25:19] tinha de deixar de visitar coisas ligadas à Rússia com tanta frequência em abono da verdade eu estava apenas interessado na política do Putin. Só que o algoritmo viu o homem consequentemente

 [00:25:32] falar Cruz careca

 [00:25:34] com peso a mais com

 [00:25:35] diabetes que se

 [00:25:37] interessar pela política russa não o quer porque era uma noiva. É evidente que variar

 [00:25:43] nos o avaliarmos

 [00:25:47] as informações que obtemos nas redes sociais

 [00:25:51] ajuda não

 [00:25:52] sermos previsíveis

 [00:25:54] quer dizer

 [00:25:55] evidente que depois a armadilha que o algoritmo corre mais rápido que nós. Tal como hoje em dia a internet é mais rápida do que nós. O que acontece é que a certa altura o algoritmo encontrou um padrão da nossa imprevisibilidade cada pessoa quer sempre sempre origem na linha acaba por ser profundamente previsível já que até vai dizer não. Já sei que este tipo vai dizer uma coisa provocatória mas neste caso em termos de consumo é mais fácil

 [00:26:20] que

 [00:26:21] manter uma curiosidade uma curiosidade bastante grande e não fazer monocultura não fazer por exemplo a monocultura que fazem os viciados em boicotar Israel que é uma coisa interessante porque é porque filho já visto que eles andam aos palestinianos sim mas ali ao lado da filha parece que houve uma coisa um bocadinho um

 [00:26:43] bocadinho mais desagradável não mas eu sou o

 [00:26:47] real é o único

 [00:26:49] país no mundo que

 [00:26:51] está querendo fazer horrores

 [00:26:53] quer dizer

 [00:26:54] que é muito engraçado que agora as criaturas da moda sempre tem que ser uma escritora da moda um escritor da moda que cursou tudo quanto somos muito jovens fica muito segura da sua moralidade e que a intervenção política de hoje é o boicote então a sala e Brunei escreveu o livro pessoas normais. Ela agora recusou que o seu terceiro livro fosse publicado numa editora israelita. O que tem graça porque muita gente adoraria boicotar mas não pode porque a de touros não se interessa pelo trabalho delas. Mas o que tem graça aqui é que pronto boicote porque porque para fazer pressão sobre o governo porque eles estão fazer coisas horríveis está bem.

 [00:27:39] Então falei que era uma lista

 [00:27:45] porque eu posso dar uma lista olha boicotar a Espanha por causa da crise por causa daquela problema da questão catalã. Boicote a Inglaterra por causa do Brexit. Boicote a boicotar a Colômbia por causa de não conseguir nunca mais ter paz interna. Boicotar os Estados Unidos por 30 por 30.000 razões. Boicotar a França por puro continuar a investir brutalmente no nuclear. Boicotar a Alemanha pelo que fez na Grécia.

 [00:28:14] Eu tenho uma lista de altura

 [00:28:19] presumo que se for coerente deixará de publicar

 [00:28:23] o que a

 [00:28:23] mim me meter algum consultor posso dizer que vende mais exemplares que a célebre mas não é. Entristece me ver um escritor que se não fizer isso então o protesto é como aquelas pessoas que põem o carro no passeio e se indignam com os tratamentos que estão a impedir as pessoas as velhinhas de andar. Tanto é que ao que eu chamo rebelião decorativa é uma coisa também muito desta geração. Para mim esse problema sempre é sempre aquele que eu não posso não depende de mim chover hoje mas depende de mim o modo como como eu reajo isso o que acontece é que nós todos achamos que somos Michael Corleone produz uma imagem um dos grandes um dos grandes mitos da nossa cultura. Todos nós é que é interessante porque nos anos 70 tivemos um herói um mafioso como o herói que sempre foi um problema do Robin dos Bosques mas depois nos anos 90 começou a descambar e passamos a ter filho aquele ano de canibais como heróis e o Hannibal Lecter passou do livro para o cinema e depois passou para o exterior. A série em que há um assassino em série fofinho mas não faz mal porque ele só mata maus. Isto mostra diz muito sobre nós mas não aqueles três irmãos Karamazov como Dostoiévski que é o maior calor Santino e o Fred. Nós gostamos sempre de nos imaginar como Marcão porque o. Dentro da Europa Tino é o inteligente e o tipo calmo e o tipo que tem uma coragem discreta uma coragem suave e pois há o Santino que é o intempestivo um bocadinho bruto e depois Alfredo o que é o fraco o indivíduo fraco frágil

 [00:30:24] e

 [00:30:25] fraco em todos os sentidos moralmente fraco é um traidor nato é um indivíduo que se queixa sempre do mundo. E a verdade é que nós todos gostamos de nos ajudar marcam mas na verdade somos todos um bocado Freda que uma quantidade enorme de pessoas portuguesas europeias humanas faz parte da natureza do mundo e nós somos também assim não vamos dizer a

 [00:30:47] nós é

 [00:30:51] profundamente cobarde facilita isto é preguiçosa

 [00:30:55] e é fascista no meu

 [00:30:59] mas não faço

 [00:31:00] isto quer dizer

 [00:31:02] desculpa lá a fazer publicidade. Não há entrevistas grátis no meu manual do bom fascista eu refiro a certa altura que é que muita gente que gastar chama a toda da gente

 [00:31:12] por o castor.

 [00:31:15] Só que não é no sentido literal e no sentido de ver o fascismo interior como uma fraqueza. Ou seja eu sou fascista. Quando eu vir um puto mimado eu sou fascista quando engana a minha mulher e depois me queixo dela olha para o lado. Ou seja sou fascista quando digo cambada de incompetentes. E depois eu faço igual ou pior para dizer que eu sou fascista quando vou para para preparou os tornam engarrafamento e estou decidindo toda a gente estes idiotas serão todos tiraram o carro

 [00:31:50] de carro e

 [00:31:52] não percebo que eu não estou no engarrafamento. Eu sou também um engarrafamento porque qual é a nossa vantagem moral em relação a ser diferente. E reconheço que as Freedom

 [00:32:06] é fraco usar

 [00:32:09] melhor ou um bocadinho já consegue durante algum tempo. Isto vem desde Sócrates até certo com certo durante algum tempo não ser tão estúpido. É um momento de lucidez ou seja a lucidez não cura as fraquezas mas a lucidez ao reconhecê las naquele momento faz o pequeno milagre de durante uns segundos. Elas ficam expostas e ao ficarem expostas ganham menos força. Portanto o meu bom fascista eu porque será que o homem fraco

 [00:32:41] é a pessoa que

 [00:32:43] aponta o dedo aos

 [00:32:43] outros que

 [00:32:45] é um vício que vem

 [00:32:47] porque

 [00:32:47] é um ao lado da infantilização da política e que é visível nas entrevistas. Eu acho que eu acho que deviam neste momento ser ridicularizados devemos fazer o tipo maoísmo pôr os rostos todos dos indivíduos que ainda este verão foram entrevistados para vários jornais longe do público e de notícias muitos deles políticos mas outros com outras profissões e que quando faziam uma simples pergunta

 [00:33:14] qual é o seu pior defeito o

 [00:33:16] seu pior defeito era milagre uma qualidade. O meu pior defeito é ser demasiado honesto implícito os outros são todos desonestos. Meu pior defeito não conseguir calar a minha indignação. O meu pior defeito é ser muito mais bonito que os meus adversários. Meu pior defeito é ser frontal e eu acho que essas pessoas o mundo avançava Portugal avançava se fosse

 [00:33:39] ridicularizado em público

 [00:33:42] a o modo para se sentirem acompanhados.

 [00:33:44] O ridículo que é ter funções públicas.

 [00:33:49] Eu acho que ser escritor é uma função pública. Tem voz e dizer um disparate daqueles. Portanto aquilo encolhe a cada vez que alguém diz uma coisa estúpida a cada vez que um escritor ou um poeta deixa um clichê o mundo encolhe um bocadinho o nosso cérebro que já está encolhido encolhe um bocadinho mais. É um processo de desidratação mental

 [00:34:10] que é que é

 [00:34:12] perigoso e portanto todos nós contribuímos

 [00:34:15] há um lado

 [00:34:16] que dono dos meios de comunicação sobretudo nos meios impressos

 [00:34:21] há uma perda de dinheiro

 [00:34:23] e a certa altura os teus medos deste mundo começam a não gostar de perder muito dinheiro. Até porque uma das razões para terem um jornal é pagarem principescamente ou bem aos jornalistas era que perderam dinheiro mas de vez em quando tinham certa influência havendo menos gente a ler jornais ou deixando o Jornal de ser a fonte principal da informação de quem tem poder ou de quem queremos influenciar. Aí eu pergunto para que é que eu estou atrás este dinheiro. Portanto há um desinvestimento paulatino dos barões da imprensa

 [00:35:00] porque deixa

 [00:35:02] de haver uma razão explícita para para estar a investir aquilo a que o dinheiro. Porque isto não é. Eu não estou a chamar corruptos aos jornalistas tudo quer dizer que não há almoços grátis

 [00:35:14] e que

 [00:35:15] não é isso não é corrupção é a natureza humana que é simples que

 [00:35:20] o

 [00:35:23] Eu acho bem que um político daqueles que faz a contra a corrupção ou o contra a droga acho muito bem que a mesma política que diga hoje os traficantes têm que ser punidos com 20 anos de prisão. Acho muito bem quando o filho dele for apanhado a traficar de Marrocos que ele diga bem temos de compreender é apenas um jovem

 [00:35:45] porque

 [00:35:45] se eu for justo é um Robespierre que é a forma mais desumana. Se eu for justo é como aqueles malucos da extrema esquerda que amam tanto a humanidade que não ama ninguém como os malucos anti touradas que amam tanto os touros e a mão tantos animais e não tanto a vida que depois vão para o Facebook destilar ódio Eiffel e contentamento e contente porque um forcado foi estropiados porque

 [00:36:09] é feita horror.

 [00:36:11] E depois eu vou lá. Não consigo resistir. Tu estás a ser aquilo que aquele críticas.

 [00:36:17] Tu és um sádico. E pior do que do que o dobro

 [00:36:21] do que o forcado o toureiro. Porque os aumentos estão a levar o corpo. Tu não és tu estás apenas a rir de uma imagem de tortura entre quem iam daqueles tipos que se baba a ver uma foto de uma tortura a boca saiba a diferença é zero. Mais respeito mais lugares que se baba com a foto Abu Ghraib para ao menos este acha que aqueles são terroristas que merecem tudo o que acontece aqui e que nessas essas euforias puritanos

 [00:36:50] são mais típicas de esquerda e o ponto

 [00:36:53] em que a desumanização de esquerda toca a desumanização de direita. Quer dizer não a desumanização como a direita porque não há mal como Adolf Hitler

 [00:37:01] mas

 [00:37:03] a esquerda tem momentos em que felizmente a nível individual podemos que ama tanto a humanidade que não ama ninguém.

 [00:37:11] E agora

 [00:37:12] eu podia dizer é incrível que vem da minha cabeça e posso dizer porque na cabeça porque eu sei que vocês

 [00:37:19] não leram os livros que eu li

 [00:37:21] e como sei que está a ouvir nos não não leu isto. Alguns terão lido mas estou a apostar na ignorância na ignorância do leitor e espectador que hoje é uma bela aposta. Porque é que eu fui uma aposta plausível. Quer dizer é uma porta com grandes probabilidades de isso ai esta ideia é minha. É um filósofo e. Não é isto que eu acabei de dizer vem num livro Caminhos que eu aconselho a toda a gente publicado em português na edição Livros do Brasil os chamados justos e que eu considero uma peça de teatro que foi embora e que antecede precisamente isto muito antes da briga até roça e tudo mais a desumanização do outro é sempre e sempre é sempre perigosa. O que acontece aqui é que o papel estamos a falar da corrupção

 [00:38:17] cada um e

 [00:38:18] vivendo se um capitalista por melhor pessoa que

 [00:38:22] seja o decide pelo dinheiro

 [00:38:26] pagando para ter um meio de comunicação

 [00:38:29] porque ele perde perde dinheiro

 [00:38:30] mesmo com publicidade perdendo dinheiro. Evidente que algum retorno que deverá ter.

 [00:38:36] Qual é o qual

 [00:38:37] o prêmio por corrupção

 [00:38:39] é o grau isto é se

 [00:38:42] todos os dias aquele jornal tiver loas

 [00:38:46] ao

 [00:38:47] dono. Ai que bom que é ai que maravilha que este homem e estamos na Coreia do Norte não é no culto personalidade mas se for apenas para quando houver um pequeno escândalo o por não o pôr na página na página na página 20

 [00:39:04] uma página para

 [00:39:06] no canto inferior

 [00:39:07] esquerdo sem destaque.

 [00:39:10] Em vez de pôr como manchete na primeira página eu consigo viver com isso e esse é um contrato implícito para quem sempre trabalhou em jornais que o contrato implícito que

 [00:39:24] vamos ser honestos. Mas a

 [00:39:26] lealdade aqui é a hora que nós dizemos Não vamos dar este escândalo no no no no no onde seja mais visível não vamos dar destaque vamos informar mas não vamos fazer aquilo que é fundamental nos jornais que é sublinhar

 [00:39:42] o que acontece.

 [00:39:43] Os investidores deixaram de ter tantas razões para investir

 [00:39:48] e

 [00:39:49] é passou a haver menos dinheiro e passou a haver menos dinheiro começaram a haver cortes. A certa altura quando os jornalistas aceitam os cortes a natureza humana do investidor

 [00:40:02] é para isto que

 [00:40:03] acertou quase um terço um dedo de forma até bastante pacata vão tentar

 [00:40:06] enfiar. E o que é isto.

 [00:40:11] E do ponto de vista dos jornalistas também optar

 [00:40:14] por

 [00:40:15] aquilo. Até onde é que eu posso aceitar menos salário. Continuando a manter a qualidade aí começa o taxímetro e aí muitas vezes o jornalista começa a dizer não. Não me pagam para isto pois a rede do capitalismo funciona que temos aqui extremistas bons mas velhos que só produzem uma peça de duas em duas semanas é sólida e muita boa dá prestígio mas nem sequer é mais lido e mais lida e temos este jovem vizinho que custa metade do preço que não sabe ler nem escrever mas até está a fazer umas coisas giras por dia teve um sucesso enorme no mundo por exemplo do livro isto mudou quantos quando se descobriu o filão da não ficção

 [00:40:59] e de

 [00:40:59] repente

 [00:41:01] o

 [00:41:02] editor foi vedeta na editora passou a ser um jovem que conseguiu ter a biografia do domínio do inglês o de facas ou do tipo que faz uso do tipo que matou a sogra e consegue o exclusivo de ter de ter auto biografia dele escrita por um escritor fantasma em vez do escritor não o escritor literato ou editor de literatura

 [00:41:30] que

 [00:41:31] já ninguém compreende porque é que ele ainda publica aquela velhinha da Agustina porque já ninguém me percebe sequer o já só confessionário se pode ler uma página delas e leva dez minutos a ler

 [00:41:44] e a

 [00:41:45] preguiça começa a ser mútua que depressa me aqui sempre muito muito muito importante entender que todos somos responsáveis por sair da fossa ou entrar na fossa. E é aqui uma cumplicidade que eu em vários jornais por exemplo não vou dizer nomes que ainda ainda não comecei a ver

 [00:42:05] mas

 [00:42:08] em que começam a sair os jornalistas. E há um problema porque muitas vezes não saem bem saem bons jornalistas vão parar o desemprego que é uma coisa sempre incômoda

 [00:42:18] e

 [00:42:18] aquela sensação de que os que ficam tentam explicar a si próprios de que estão a tentar salvar o barco

 [00:42:25] para

 [00:42:25] não naufragar as paredes. Nós somos os que conseguimos sobreviver. Nós somos os que os que ficamos aqui

 [00:42:34] e que é

 [00:42:35] agarrados ainda nós somos os que conseguimos. Eu gosto muito destas imagens pouco pop porque são boas a Boccato falei do dono do Michael Corleone e do e do Fred dizendo que nós gostaríamos de ter mais com o corleone mas na verdade estamos fazendo Corleone que somos uns calhordas do caraças e uns cobardes e uns fascistas porque o fascismo é uma fraqueza moral e também um sistema político. Mas é uma fraqueza moral que quando eu estou bem eu estou apaixonado e tudo é flores eu estou apaixonado. Li um refugiado. Seja bem vindo a onda imigrante. Ai que bom pavor esta mereceria gosto muito deste Bangladesh é um gajo porreiro e as mulheres maravilhosas e os gays porque não de ser felizes como toda a gente. Se de repente eu um bocadinho não é preciso acontecer muita coisa basta acontecer um dia mau basta um dia mau para eu dizer por aqui na Terra roubar as nossas neuras isso agora é tudo das garras. Agora prepara para para vingar. Para vingar é preciso

 [00:43:43] o

 [00:43:44] estar cá dentro sempre. O idiota é nosso

 [00:43:48] e só precisa

 [00:43:50] nos apanhar num momento fraco

 [00:43:52] portanto

 [00:43:53] aquele momento todos os indivíduos que matam o cônjuge do futuro homens mas também algumas mulheres são nos homens costuma ser uma coisa muito imediata muito impulsiva. Esses indivíduos europeus na verdade estão no ponto máximo da fraqueza moral. Isso não deve impedir que sejam presos e para empresas mas é reconhecer que aquilo é um momento de fraqueza terrível são mesmo sardinhas naquele momento são os mesmos fechar linhas como agora a epidemia de violência que há é sintoma de que as pessoas estão sozinhas. Até porque eu nunca vi um bêbado a bater em um tempo maior e nunca vi um tipo tão irritado e frustrado por terem algo a bater e bater numa parede. Aquela figura em Albufeira que bateu bateu em campo debater e saiu com a força do medo tudo aquilo e o medo que que que que impele aquela aquela aquela violência súbita e raiva e fraqueza portanto são momentos de fraqueza e portanto falarei do momento de fraqueza que marca a diferença. Agora gostava de falar do momento para falar de jornalismo

 [00:45:04] que

 [00:45:05] nós todos. O Titanic é um daqueles pecados inconfessáveis. É daquelas coisas que

 [00:45:14] é

 [00:45:15] uma pessoa assume

 [00:45:17] e

 [00:45:18] no Titanic ao belo design que faz de aristocrata mau e o noivo da Kate Kate Winslet que é um tipo sem fim sem valor sem moral e que no fim para salvar a vidinha quando os boxes vão Frutuoso mulheres e crianças mulheres e crianças

 [00:45:39] ricas tanto

 [00:45:41] os pobres os pobres nos pobres não há mulheres e crianças nem humanos a pobres podem morrer afogados mas quando estão todos no salva vidas ele para conseguir lugar nos salva vidas disfarça a mulher que naquele filme é o limite e o paroxismo

 [00:45:58] da covardia.

 [00:46:00] No pólo oposto está o nosso bom bom Leonardo DiCaprio

 [00:46:04] que é

 [00:46:05] tão tão macho e tão generoso e tão bom e tão heroico que até sacrifica a própria vida em nome da amada que apenas conheceu algumas horas. E portanto o polo oposto é evidente que nós como espectadores estamos sempre do lado do foi o raio do mundo. Estamos sempre do lado do trabalho mas não é verdade ao filho dos jornalistas portugueses vocês são quase todos como a bela Ivana uns totós. E se assumirmos somos mais felizes. Ou seja que cada um tem mal nenhum nós somos. Andamos todos nesta vida. Nenhum de nós é um herói mas somos melhores pessoas quando percebemos que somos mais parecidos com o belo

 [00:46:48] design que faz

 [00:46:50] tudo o que for necessário para sobreviver do que com o

 [00:46:54] herói que que

 [00:46:56] faz o derradeiro sacrifício que é abdicar da própria vida para que Kate Winslet possa ir mais a conseguir deter logo na jangada. Isto sobre o jornalismo e o jornalismo português é mau. E o que é e como e como que há mundo fora só com menos dinheiro.

 [00:47:15] É evidente que

 [00:47:17] nós tivemos isto que nos em certos países ainda há jornalismo de investigação

 [00:47:22] porque ainda há um contrato honroso que é para

 [00:47:28] João tu és um grande jornalista. Eu acredito em ti tem capacidade de trabalho mas só um bocadinho da coca mas esses não são vícios não. Não importa mais mas és um cumpridor. Portanto eu te vou dar carta branca e seis

 [00:47:41] meses

 [00:47:43] não é obrigado a ficar pronto a receber o salário mensal mas depois aparece com essa tal peça que prometeu este eu. E então aí faz o jornalismo de investigação por pura ironia que faz isso no Expresso um bocadinho. O Miguel Pereira deve haver mais mas sou eu como trabalhador no Clix naquele projeto como foi feito em João Lopes Marques que vieram me propor a fazer aquele projeto dos surfistas

 [00:48:10] e eu sigo.

 [00:48:12] Acho muito engraçado o percurso o percurso e o que acontece aqui é estepe é preciso e preciso é preciso dinheiro e esse investimento e essa crença na capacidade ética do jornalista para dar espaço. O que acontece é que os jornalistas não só estão a ganhar pouco como não estão a ter

 [00:48:33] espaço

 [00:48:35] quer dizer como não tenho tempo não tem que aparecer cá mas tem que fazer isso tem que mostrar e isto é uma coisa que acontece em todas as áreas e para

 [00:48:43] mim o

 [00:48:44] problema que se coloca em relação aos

 [00:48:46] jornais em relação aos livros

 [00:48:50] é em relação a muitas outras atividades ligadas

 [00:48:53] sobretudo à cultura e o quererem

 [00:48:56] cada vez mais que nós que vemos mais coisas às costas dando nos cada vez menos condições.

 [00:49:04] Quer dizer que

 [00:49:05] isso é seu. Essa é a pescadinha de rabo na boca do cinema português

 [00:49:10] que sei

 [00:49:12] sem haver condições mínimas de trabalho crer depois que depois criticar por não ter os efeitos digitais de Hollywood. E isso acontece com as peças de teatro. Por exemplo eu tenho trabalhado bastante em teatro

 [00:49:26] e ópera

 [00:49:29] e o que é engraçado é que eu geralmente vai impedir o guião ou a escrita da peça porque eu sou barato

 [00:49:36] porque

 [00:49:36] como tenho um emprego que me sustenta posso posso dar ao luxo de ser barato

 [00:49:41] e que é

 [00:49:44] o que é e o que acontece é que mesmo quando quando o trabalho é bom mesmo quando a peça é boa

 [00:49:55] muitas vezes

 [00:49:57] nos jornais não há tensão e não há atenção porque porque sobretudo na área da cultura é a área mais mal retratada nos jornais e calar a queda da proposta feita. E eu visto em jornais que isto não foi o governo nem foram às redes sociais foi que eu trabalhei em jornais em que muitas vezes os livros eram apanhados por quem os cria lê ou seja as editoras que enviavam livros para os jornais. Mal sabiam que os livros não chegavam ao crítico iria eventualmente falar deles.

 [00:50:29] É isto.

 [00:50:30] Isto quer estar não é culpa não é culpa do Arnold Schwarzenegger ou do Mark Zuckerberg isto é isto é culpa dos próprios isto é um vício e um vício de abuso e um vício devolvido ao desleixo dos jornais. Quando um jornalista que se esquece de cobrir um concerto e depois qual é depois inventa isto e isto é responsabilidade do próprio. Quando de repente o futuro na área da cultura há uma espécie de amigo ismo quando por exemplo falemos do público que é para não estarmos sempre fazendo um por duas ou três vezes que o crítico do público considerou o livro do ano um livro do jornalista do Público que tem sempre carta

 [00:51:09] aberta lá é que havia alguma haver algum pudor.

 [00:51:14] Haveria algum pudor em dizer de fato ela é ótima mas como as da casa não vamos não vamos sublinhar que não foi useiro e vezeiro daquilo e por sua vez está bem mas o livro é bom

 [00:51:24] e

 [00:51:25] é bom. Nada contra mas se fosse tão bom fosse o objetivo também o Expresso tenha feito tinha dito o Livro do Ano do Expresso não disseram isso é mesmo é mesmo jogo caseiro. Há uns anos morreu uma pessoa que trabalhava no Público que foi a Coelho que merecia tudo o que era uma pessoa com 51 anos salvo erro e quando souber que o público naquele dia foi um daqueles dias de fraqueza moral foi. Foi um dia Freedom

 [00:51:56] porque trágico era uma

 [00:51:59] ótima pessoa. Eu conheci a Teresa mas o público abdicou de uns páginas de jornal com chamada de capa que foi a capa e o que fizeram foi como como como um vício. Foi com o brechó com auto indulgência e profundamente cappuccino. Não perceberem que a dor a morte daquela pessoa era uma dor

 [00:52:22] privada

 [00:52:24] privada de muita gente publica gente conhecida dos jornalistas. Mas não era pública isto e não tinha importância pública. Aquilo fez com que uma aluna de mestrado fosse na sua defesa dizer ah e o ano passado desapareceu uma pessoa muito importante para a edição portuguesa para cultura Editora e depois teve argumentos a dizer não é ótima mas o único livro que fez a edição

 [00:52:50] foi este

 [00:52:51] e não é. E foi o que foi um livro e um livro sobre o Pinto da Costa e sua importância para que precisa. Foi uma morte prematura mas aquele jornal por preguiça por não ter isto foi me dito por um jornalista ao rei pois é verdade Paulo Alçada Baptista foi coisa foi chato mas é que foi digamos um espaço que nós não tivemos que escrever

 [00:53:12] sobre ele isto é

 [00:53:16] um jornalista a comportar se como aquela pessoa que diz Eu estou em cima do passeio mas o leitor que acompanhou o carro onde acompanhou o carro isto é um bebê chorão não tinham a. Agora eu lembro aliás foi uma altura em que morreram duas pessoas importantíssimos para isso. O Batista

 [00:53:36] e o

 [00:53:38] Rogério de Moraes da livraria horizonte que eram dois gigantes do mundo em papel português dois dois homens com uma história incrível. O que conhecia como os dois morreram nos seus 80 anos já não tinham amigos

 [00:53:52] no lucro

 [00:53:54] já já não iam para os copos com os

 [00:53:56] jornalistas.

 [00:53:59] E isto é tiro no pé. Não foram os fatos que deram por nós. Portanto é sempre importante dizer que os nossos inimigos querem querem querem pisados

 [00:54:12] agora

 [00:54:13] alguns dos tiros foram dados por foram fogo amigo

 [00:54:16] e isto

 [00:54:16] é um exemplo de

 [00:54:18] medo de

 [00:54:20] não cumprir as regras. Por exemplo eu gosto de

 [00:54:23] atacar o público porque um jornal que eu gosto

 [00:54:27] agora por exemplo buscando a bola com a Raquel

 [00:54:31] Varela

 [00:54:33] quem começou foi o público com uma chamada de capa em uma página inteira para um assunto

 [00:54:39] que ainda

 [00:54:40] está por esclarecer. É o lado para que eu durmo melhor se ela for terrível porque Dora é o lar para que melhor. Até porque não gosto de pessoas que têm mais sucesso que eu. Mas se mas a verdade é que lendo aquela notícia não. O jornalista está a pisar num terreno sobre o qual não investigou. Ou seja haverá um escândalo e se houver escândalo um dia deverá ser dado deverá ter deverá ser noticiado. Mas naquele momento aquilo que tudo aquilo era um frete ser um frete e cheirou. Saiu um jornal que se diz sério que até tem um livro de estilo

 [00:55:18] e ir atrás atrás do

 [00:55:20] ódio. Vamos que vamos explicar esta casa. E serão também as vacinas

 [00:55:26] que quer

 [00:55:28] Joaci. Para mim é um quadro quando mas há racismo em Portugal. Joaci porque sua assim foi a orgia que houve nas redes sociais. Foi um dos momentos bons. Foi bonito de certo modo foi horrível e atroz mas vamos lá foi um momento bonito foi um momento de comunhão entre entre adversários geralmente deixa as redes sociais formigas de jornais.

 [00:55:52] O que eu acho errado.

 [00:55:54] Não gosto dos tipos que escrevem nos jornais e desdenham das redes sociais porque como os filhos da mãe no castelo da crônica paga o fidalgo ali aqueles vilões. Eu gosto de falar com os vilões também gostar do Castelo quando passou no castelo. Estou com os vilões mas não desdenham de que dei o microfone a pessoas que não gostam de ouvir. Voltando ao caso da Xuxa foi um momento de comunhão incrível que eu acho que este merecia um estudo pela FCT se pela fundação a ciência tecnologia só que eu recuso me a pedir uma bolsa há uma coisa que se chama Fundação para a Ciência e Tecnologia. Se tivessem a palavra cultura por meio ficava mais contente tinha. Mas o que acontece

 [00:56:35] aqui e isto é

 [00:56:37] o ódio à sua filha. A violência com que como já se foi. Foi um momento quase místico porque foi uma aliança entre redes sociais jornais gente da direita gente da esquerda gente inteligente gente burra toda a gente quer ficar na Geni

 [00:56:57] porque ela pecou.

 [00:56:59] E o que é engraçado é que cá está. Não me interessa se ela errou muito ou pouco. O que me interessa sempre é o que me interessa sempre aqui porque eu sou Freedom e soube ler Design no Titanic. Mas gostava de ser gostava do que estava gostava de ser ao menos ao menos por um dia na vida ao Leonardo. Não é o que eu vejo aqui.

 [00:57:22] Foi aquelas pessoas

 [00:57:25] que se indignam por haver uma troca ineptos e impedir as pessoas de andarem no passeio

 [00:57:31] e não

 [00:57:32] não vêem quando há carros estacionados em fila durante ao longo do passeio todo.

 [00:57:38] Não gosto de ser roubado e isto é esbulho de patrimônio. Eu acho que poderia ter acontecido outro de outros nomes que outros nomes por exemplo podiam mandar a agulha haver ou você a partir dos idiotas ou decidir a partir dos inteligentes qualquer coisa assim. Mas o vive hoje os fatos modernos palavras do cotidiano e torná los deles é como eufemismo do jugo dos nazis europeus e bastante menos formidáveis neonazis que quando fazem este gesto. Não isto não é um gesto fascista e depois vão buscar fotos do papa e o Papa estava a fazer isto. Vamos ter fotos tuas e minhas e não estávamos a fazer isto como sempre fiz isto está ótimo. Então estavam estava uma maravilha mas agora já não posso porque neste momento dizer está uma maravilha estou mesmo fazer a saudação nazi qualquer dia o que é que nos vão tirar. Vão tirar lhes a palavra Amor palavra já me foi roubada pelos cantores pimba. O pôr do sol já que fui roubado pelos postais kitsch quer dizer onde os meus problemas quando eu era jovem e que eu queria namorar para o jardim e sentia me ridícula por onde joga porque ao lado estava um chulo a tentar assentar a injetar uma palha para pôr outra cara demonstradas no Intendente. É preciso ter de repente estava a dizer ao presidente e o sogro e depois eu beijava e ele também beijava e os. Tem que haver aqui uma diferença porque os gestos são os mesmos. Vejam o mesmo caso do abuso é o mesmo mas a minha intenção é oposta do meu. A intenção é completamente o oposto e isto é um. O jornalismo apela proteger se e proteste e já neste momento movimentos de tentarem fazer isso se tentar não cair nas armadilhas do adversário que a melhor forma. Qualquer pessoa em guerra sabe a melhor forma de tu vencer os terroristas e começar a fazê los provar um pouco do seu próprio veneno. Já começasse do próprio fazer terrorismo. Só quando tu começa a fazer terrorismo eles ganham dinheiro. Mesmo os mais adultos. Porque tu passasse a ser um terrorista quando tu começas a matar a família quando tu começa a ver isto. Eles ganharam. Este é isto é verdade que quem tenta ser honesto corre sempre mais atrás. Quer dizer que tenta por exemplo quando escreve uma crónica que tenta escrevê lo sozinho é claro que os esforço têm crónicas mas às vezes a gente sabe atrás já sai mal como o Ronaldo e Messi a jogar. Mas depois há aquelas pessoas que como vocês que estão no topo.

 [01:00:30] É evidente que

 [01:00:32] há sempre uma derrota na pessoa que tenta jogar se tenta jogar seus games a uma derrota. O que acontece é que a cultura dominante até há 20 anos até ao dia 1 de setembro de 2001 foi quando tudo começou a mudar e ao dia 17 de maio de 2012 foi inventar mais e mais uma vez em que terminasse no mais rápido do que nós e ao dia 14 de outubro de 2026 em que um robô vai passar a ter objetos mais fluidos na cama do que isto são tudo datas tenebrosas da humanidade porque a humanidade também. O que acontece é que até esse dia havia uma cultura produtos chamar de escritores de esquerda mas é uma cultura que tem a direita partilhava com André Mao ou não era de esquerda mas fiz muitos muitos dos grandes dos grandes pensadores e escritores que faziam o elogio da derrota mas a derrota como destino moral a derrota como símbolo que o caracteriza aos príncipes e será compensado todos os dias para o desemprego. Mas senti Este consulado quando ia para o desemprego e para cá bem mas eu se calhar sou Fernando Pessoa depois de morrer bem mas se calhar eu continuo a ser um gajo porreiro também mas eu fico na sua vida bem arrumada e imagens de uma frase a preto e branco. Havia uma

 [01:02:04] cultura que

 [01:02:06] valorizava o derrotado e todo o século 19 do século 20 a literatura o cinema e sites sobre o estado o que é o bom futebol como Casablanca e o México não fiquei com o

 [01:02:20] gajo perfeito

 [01:02:24] quando ele diz agora vamos celebrar a amizade eu consegui eu mesmo sempre a serem felizes lá no deserto e masturbar se no outros e a pensar na Ingrid Bergman quer dizer o que é que o Casablanca que é um dos filmes mais românticos que há é romântico porque há um sacrifício e nós sentimos que o sacrifício é mais da parte dele do que dela porque ela está dividida e que gosta mais dele mas também gosta do marido o herói como conquistador e perfeito. Mas quem faz valer o sacrifício é o Freeport e fica derrotado não é ninguém. E o que ele diz respeito como eu e a vida de cinco pessoas neste mundo louco não vale mais do que uma lata de seis horas. O que acontece é que esta ascensão da derrota esta doença da derrota do cumprimento ético fazia com que com que nós respeitasse menos as pessoas que eram presas fazia com que nós respeitasse nos as pessoas que eram torturadas fazia com que o senhor Gomes escrevesse os tiros onde nós seguimos as vidas de homens que nunca foram meninos a quem foi roubada a infância fazia com que figuras nocivas fossem crescessem e essa era a vingança que a literatura e artes faziam que era a partir do século 19 que era começar a vingar se que em vez de em vez dos lados dos grandes deste mundo pelo contrário pôr no pedestal porque como heróis os humanos deste mundo os vencidos e o que acontece é que nós neste momento o paradigma mudou com a cadeira veio um filme a contar a história de um homem que foi muito bem sucedido como comandante de campo em Auschwitz ex-pugilista André Rodrigues. Quer dizer eu acho que o que é que aquilo que a história de um homem incompreendido não querem assumir.

 [01:04:35] Sei que foi muito bem sucedida

 [01:04:36] a fazer aquilo que fazia este culto do sucesso que vem aí sim é culpa do Mark Zuckerberg que porque eu e o lado B de uma coisa boa que dar voz que ocorre do leitor o correio do leitor começar a ocupar enfim ocupa o Facebook todo e que de facto o corpo do sucesso passa a ser que o vencedor tem tudo. E este com sucesso o que conseguiu foi quando por exemplo os jornais não vou dizer o nome mas quando o jornal começa não só de vez em quando fazer um frete ao estilo ao investidor mas quando começa a convencer o investidor que sabe qual o sentido da vida quando começa a entrevistar o investidor em vez do que o escritor quando começa a entrevistar o investidor em vez de um filósofo em vez de um músico em vez de um artista quando começa a fazer a Roma anunciar a vinda dos vencedores. Quando começa a não dar notícias das derrotas estarão difíceis nas vitórias. Quando começa de repente a fazer uma coisa que é ir falar com o dono do Pingo Doce para se dar sentido à vida. Quando jornalistas vão entrevistar o dono do Pingo Doce que já faleceu quero ser muito interessante e talvez eu quero antes para os meus supermercados. E não não não consigo encontrá los e não um jornalista já ao qual corra sem se mover a dizer quanto é que paga e ao jornal Extra do papel que se esqueceu de cumprir o seu papel como diria o Júlio Pinto também morreu há 20 anos uma grande figura do jornalismo português um grande jornalista e um grande pensador senão mesmo ele diz. Houve um momento o jornalismo e o poder sempre estiveram a fim de ser tiveram os seus momentos mas o momento em que o jornalismo passou a ser o quarto poder para estar no quarto do poder. E esta mudança de paradigma é uma mudança cultural. Qual é a mudança cultural e mudança cultural que cá toda a gente se indigna com a chacina e a ironia que o livro e gota d’água para o livro foi mesmo assim ter se abstido na enésima moção de censura na Assembleia da República e Israel estrearam fez abster se calhar a causa era boa mas os termos em que estava posta não era eu já me convidaram para impedir muitas manifestações pela paz que eu era para ir e de repente começa a ver que as manifestações pela paz só querem paz por um dos lados e que tanto mal manifestavam pela paz. Morta estes eu já fica sim mas está de arrepiar caminho. Mas o que é engraçado é que sofrer o que foi o que fez com que o livre acesso não podemos mais aturar ESTA MULHER ESTA GAGA esta esta. Esta Gaga é o meu é ver o que acontece aqui é que quando nós nos começamos a indignar com isto é constante não nos indignar. Quando o Twitter arrepiou caminho mas arrepiou caminho tarde quando não nos começamos a indignar quando quando um país soberano dois países soberanos Brasil e Estados Unidos aceitam eleger e elegem como diria uma parte da população elege como indivíduos que o Estado resolveu falar dos que que que que que que dizia tudo e mais alguma coisa que nos justo nos seus comícios ponha a multidão a dizer branda na e joguem fora preso nem joguem fora param para tramar por uma rival pela direita e ela sabe vai e depois feito criança não no ouvi. E no Brasil A senhora tem uma legião de fãs violentar e pedir a intervenção militar já é demais. Eu não pensava voltar a ouvir isto porque eu tinha ouvido isto num momento de fraqueza que foi um momento de bom fascismo foi em 1974 e em sites. Nosso lema era agressivo e um mês depois do 25 de abril de 64 já havia uns uns provocadores agentes provocadores no oficio a dizer isto é democracia que eram os espíritos os esgotos ou os amigos dos espíritos e dos poucos. E eu ouvi durante aqueles anos muitas vezes a história contada com gosto por familiares amigos e para amigos de que o ideal era que. E o que tem a história do coronel decretado porque esta história é bonita e talvez possamos terminar com elas que o Cunhal que Pablo era essencialmente isto eles contavam com o uso como sendo verdadeira o álvaro Cunhal no texto uma isso não é apenas um condomínio e é a certa altura talvez gente se meter os tomates baixar as calças entre os tomates ali ver tabela o que dizer ou tu falas ou nós fechamos a gaveta se na sala de jantar dos tomates e o gás. O resto não falou sobre o que aconteceu o que acontece. Esta história que sempre me surpreendeu não era adolescente mas a fazer um esforço para pensar e eu O QUE ESTA APRENDENDO nesta história é e as pessoas contarem com gosto mesmo sobre alguém que odeiam uma cena de tortura. É espantoso reduzidos hábitos como a tortura. Depois a imaginação que é necessária para ver a história fazer gaveta e depois ou não perceber que a ser verdade a história a ser verdade. Essa história que fica bem nessa história não são os pitos e a pessoa que faz uma coisa ou seja álvaro Cunhal. Tu és o verdadeiro Leonardo DiCaprio tu és o verdadeiro Mark Zuckerberg. É o tipo de 1 milhão que consegue mesmo ser consequente e perante uma das piores ameaças que há

 [01:11:01] para para para um homem

 [01:11:03] manter se firme. Isto é não é o que é a grande inversão moral quer porque é porque quer porque é precisa. E há muitas pessoas em Portugal por meios que contava essa história de que para que aliada uma inversão moral que é precisa para ver isto como uma marca de fraqueza e como a palavra tomates joga com duplo sentido contém muitas das coisas que usamos no sentido sexual e no sentido de característica qualidade moral coragem o que é engraçado e que tende a não perder os tomates. Ele mostrou ter tomates os torturadores mostraram ser as pessoas mais abjetas que A. E quem está do lado dos torturadores abjetos. Eu não estou aqui abjeto é porque acho que nós acho que é um problema com o verbo ser nós não somos nós não somos estúpidos nós não somos inteligentes nós não somos maus nós não somos canalhas nós estamos nós temos momentos bons e momentos maus toda a gente tem momentos bons e maus alguns momentos maus com muita frequência. Ou seja a gente que tem momentos estupidez começa por perceber que outras pessoas que têm momentos de objeção de abjeção moral com mais frequência do que outras. Todos nós temos aquele momento terrível. Eu aproveito para pedir aqui desculpa às pessoas a quem assistirei. Eram outros tempos.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>