Bia Granja

by Comprimido ✅ http://bit.ly/ONDEQUANDOCOMO

Bia Granja, fundadora do YOUPIX, centro de negócios mais relevantes para a indústria de conteúdo digital e entretenimento no Brasil. Vem unir as realidades Brasil e de Portugal para pensar sobre a televisão não linear, os serviços on demand e o que considera ser a chave do mundo digital de hoje: as conversas.

eu sabia granjas o co fundadora do youpix que é uma aceleradora da indústria de criação de conteúdo digital e seu show o vídeo eu entrei nesse mundo digital é no começo dos anos 2000 quando conheci o google eu fiquei enlouquecida pelo google porque eu achei muito muito fish mesmo poder buscar coisas na internet ter como resultado diversos pontos de vista diferente que antes da internet do google pra mim não acontecia se eu quisesse saber por alguma coisa tinha poucas fontes de informação e de pesquisa o professor ou enciclopédia o jornal esse primeira muito pouco então eu me encantei muito com essa possibilidade na internet você pode acessar visões de mundo de outras pessoas fossem elas profissionais ou não olha a primeira referência que tive na internet foi com e mail quando estava fazendo intercâmbio fui estudar nos estados unidos e aí eu consegui a minha família de lado os estados unidos tinham a internet né eu conseguia mandar e mail mas na época quase nenhum amigo meu no brasil ti meio então assim mandava o e-mail e 20 cartas e foi por aí mas foi pouca coisa porque melhora assim tão legal porque ninguém estava usando muito na época aí eu fui trabalhar em uma empresa que vendia planos de internet de banda larga foi a primeira do brasil e lá eu ficava o dia inteiro na internet mas assim com poucas coisas assim o site de notícias que eram muito ruins na época ea primeira experiência mesmo foi quando eu me amo eu fui contratada por uma incubadora de projetos de internet uma aceleradora assim e aí lá eu conheci o vasto mundo digital como recomenda é hoje pra mim é muito acho que seria muito fácil falar pra você nossa assim que eu via internet eu achei que seria mega revolucionário não tinha uma dimensão de mercado de que seria muito impactante mas pra mim tinha sido muito e eu acho que tudo que eu fiz todos os trabalhos todas as coisas que aconteceram comigo nacionalmente relacionados à internet tem muito a ver com essa minha visão pessoal sobre como aquilo revolucionava o meu mundo e aí eu pensei cara isso pra mim é tão incrível de eu ser uma pessoa estudada com o irã eu tenho acesso às coisas isso aqui deve ser muito incrível para mais gente também foi isso que me levou a criar o yupii que a empresa que trabalha até hoje né faz 12 anos que olhei esse universo de diversidade de expressão eu falei isso é diferente isso é diferente do que eu vejo acontecendo quero trabalhar com isso então ou depois não é de 12 anos eu vejo o quanto isso mudou todos esses aspectos mas acho que antes as pessoas que estavam lá não tinha tanta dimensão talvez os futuristas daniel cara o próprio game falou que a internet era uma modinha que não ia pegar na que ia dar certo então eu acho que a principal revolução essa revolução do acesso né antes a gente tinha pouco poucas vias para chegar a informação chegar em conteúdo entretenimento a educação a aaa consumo né por exemplo no brasil a gente tinha uma grande emissora de tv aberta né é que meio que ditava tudo que a gente tinha que pensar consumir eu lembro da época de adolescência quando eu quisesse ver um vídeo clipe de uma música que eu tinha que esperar um programa de domingo da tv globo e assim pra mim era muito pouco um videoclipe a ness e manaus pará e quando veio me teve aquilo já mudou mas quando chegou o youtube se foi exponencial né então eu acho que esse tipo de coisa é o que a informação a gente só tinha informação gente só sabia que algo é importante estava no jornal pra todo mundo ver né só que tem um universo muito mais ampla ea gente consegue essas histórias que não são contadas pelas grandes mídias né pela grande mídia hoje se proliferando então acho que em termos social essa questão da expressão da voz não tem nada parecido porque até a acho que até as redes sociais na internet a primeira internet mas as redes sociais que foram muito mais convidativas para as pessoas criarem compartilharem conteúdo eu acho que elas sim democratizaram há a distribuição de conteúdo mas que até então para você ter esse tipo de poder e visibilidade tive muito dinheiro né então a internet ela tornou necessário você tem muito dinheiro pra poder se expressar e ter uma audiência e isso é muito revolucionário porque quando a gente fala que o dinheiro já não é a questão mais determinante para que você impacto de pessoas as relações de poder se inverteram né era uma coisa de pirâmide então a quem está aqui no topo pode falar e determinou que todo mundo vai pensar só que de repente a ferramenta se inverteu você tem dinheiro não consegue consegue comprar relevância com esse dinheiro pode comprar até um certo alcance mas assim não vai se ela é relevante não conseguirá conexões engajar as pessoas em coisas então acho que em termos de sociedade é muito bom acho que é muito reconfortante você saber que se você quiser começar algum tipo de movimento começar a fazer conteúdo impactar pessoas e não precisa mais de dinheiro e isso se traduz de várias maneiras se traduzem em relação a conteúdo ao impacto que esteve na mídia mas acho que principalmente também nas instituições que antes dominavam os agente como um todo que a mídia governo e instituições de educação é isso eu acho que as universidades às escolas elas não são mais as detentoras da chave do conhecimento na isso para elas é muito difícil porque se você e eu não não tem mais essa relevância você não é mais dono disse qual é o seu ativo que você está me oferecendo de fato no brasil não conheço a fundo a educação aqui mas no brasil é tudo muito rudimentar é muito ainda é a naquela visão industrial de que você tinha que formar muitas pessoas fazendo muitas coisas iguais né fazendo tudo igual e muito rápido porque eu tinha que jogar lá para indústria revolução industrial trouxe pra gente esse modelo muito que o é velho mas é que hoje não funciona mais ele não faz mais tanto sentido né eu não sei se isso acontece aqui em portugal mas no brasil a gente tem questionado muito essa questão os modelos de educação essa coisa que a gente chama no brasil de cuspe e giz que o professor vai lá escreve um monte de coisa na lousa cônjuges e fala fala fala e não tem interação não tem um convite ao pensamento não tem um convite a análise crítica e as coisas não são mais difícil hoje em dia fico muito eu tenho um filho de quatro anos então eu fico muito movida muito provocado a pensar novos modelos e como ele pode essa troca de conhecimento pode fazer sentido numa época como a nossa que não é mais linear é tudo exponencial é tudo cada vez mais digital não tem mais essa coisa da curadoria do conhecimento pra mim é muito mais importante do que só ir lá e passar um monte de conhecimento eu quero que alguém ensine meu filho pensar a pegar toda essa informação com pilar separar o que é importante filtrar e se conseguir lidar com todas essas coisas e criar alguma coisa em cima disso eu não vejo que isso acontece nas escolas hoje escola hoje é uma via de mão única né não tem essa troca então eu eu eu acho que a internet ao mesmo tempo que ela mostrou isso para os sistemas de educação pra cima delas eu não acho também que existe uma nova definição o novo modelo que está em escala sendo implementado no brasil não tem muitas escolas livres né não sair é como chamam aqui mas escolas livres são pessoas que têm conhecimento sobre o mercado e aprenderam fazendo então criando salas de aulas para passar isso para gerar essas trocas né tipo no nosso ambiente na nossa é o foco da empresa no youpix hoje são os criadores de conteúdo digital espreitou influenciadores não tem faculdade pra isso só que isso é uma profissão tem um pensamento de empresa né então sei onde eles vão aprender sobre onde eles vão aprender a a escrever código hoje em dias melhores é da vela que estão saindo de boot kempes de três meses que não tem nada a ver com universidades a 37 onde eles vão aprender a a a criar e atuar dentro desse novo mundo né eu acho que está bem difícil encontrar esse caminho nas escolas ainda estão muito apegados aos seus modelos olha no brasil é a jovem ele ele passa ele começou a participar de processos democráticos por causa das redes sociais é a maneira como a política se dá no brasil especificamente tem muita corrupção a gente é muito desiludido em relação às coisas que a gente consegue fazer no governo não é mas eu entendo que através das redes a gente conseguiu criar um movimento de pressão para o grupo pró-governo e aí pra mudar é muito difícil que são anos e anos e anos e anos não acha que vai conseguir fazer nada em um ano dois anos três anos mas acho que a gente conseguiu formas muito mais elaboradas e e sólidas de pressão mas também a gente conseguiu se reunir para hackear o sistema e tratar política e democracia fora da esfera do governo porque isso também existe fora da esfera do governo argentino tem só esperar que as questões democráticas e de opinião de questões de organização da sociedade a contenção só nessa esfera então eu acho que no brasil a gente viu muito isso acontecendo as redes sociais sim tendo impacto em questões de democracia a gente está tendo agora um processo de eleição em que um candidato supertramp bem conservadora está tudo certo ele está ganhando força justamente por conta das redes sociais ele não tem momento em tv nenhum ele vai ter 56 segundos na tv que assim nada só que ele tem lá 800 grupos whatsapp o que ele consegue falar com milhões de pessoas com uma mensagem é muito mais forte porque a tevê uma coisa informativa é passivo até mas não a desaparecer universo digital diante de fato está criando conversa se engajado com coisas que nos interessam de fato entendeu então eu vejo que que a democracia assim ela tem um impacto parece pode ser não ser tão explícito porque é muito fragmentado é diferente da gente protestar todo mundo vamos fazer uma manifestação na avenida da liberdade sei lá é muito diferente porque ele não tá todo mundo no mesmo lugar ao mesmo tempo a gente consegue ver controlar e essa é a beleza da coisa também está tudo pra tudo alimentado mas se essas feras vão se conectando essas culturas e nichos e comunidades e movimentos pra fazer uma transformação maior eu acredito muito porque quem consome tv são as pessoas mais velhas na então assim quem está o cara só participa do processo democrático sentar-se na tv eu acho que nem eu acho que a discussão o debate político debate democrático que está acontecendo em todos os lugares e com muito mais intensidade onde existe conversa que são as redes de bruno também não tem conversa e vê na tv vai pro café e vai conversar com seus amigos parentes é ter respeito à internet deu pra gente a possibilidade da gente criar o nosso mundo a nossa imagem isso vale para todas as coisas então antes quando estava falando de consumo eu era eu obrigado a consumir basicamente o que eu via na tv no jornal na revista ou na rádio os impactos que a gente tinha era muito pouco né a variedade e diversidade de de coisa quente aqui a gente tinha acesso eram muito poucos agora a gente entra na internet começa a forçar faz a força’ e entra caiu ali baban alex pra ficar uma coisa insana contágio de conta de coisas que você pode consumir exponencial frente é o que a gente via na revista que tinha uma limitação de páginas ou na tv que tinha uma limitação de breaks né então eu acho que a gente até tá vivendo um momento que a gente não consegue nem decidiu que a gente quer encontrar aqueles com fome porque a gente pode porque a gente eu quero consumir isso eu vou consumir isso e pronto e chegando à sua casa no mesmo dia o ou coisa assim é eu acho que tem uma coisa muito interessante do que você falou da sua pergunta é dos jovens estarem vivendo esse novo universo digital mas que a gente tem de olhar as pessoas da internet como uma coisa separada a ele como se fosse um lugar na f1 ali no bairro alto estão ali na internet nessa que a internet não é um lugar é o mais 7 é um modo de viver a vida né então se a gente não sacar isso quando a gente tentar atuar em cima disso vai ser muito pior é o que chama de revolução silenciosa porque ninguém está fazendo protestos ou manifestações contra é as coisas estão mudando a maneira como a gente consome e pronto eu dei um exemplo no brasil que aconteceu com o universo da música de napier nela traz as gravadoras tentaram bloquear ou nada até porque o natal pela pirataria não sei que nani mas naquele momento que elas queriam vender cd aquele negócio né dourado prateado que hoje em dia não faz nenhum sentido essa que nem era contra cd só queria ter mais acesso à música né então assim a gravadora estavam tentando lutar contra uma coisa que não era coisa que de fato estava empacando negócio delas tipo eu isso é a revolução silenciosa então a gente começa a olhar para esses jovens da internet classe a é só uma coisa de jovem isso não vai ter um impacto que a tv ainda manda a portugal um país que tem bastante gente mais velha só que os jovens vão crescer e já vão crescer com outro tipo de mais de 7 em relação à maneira como eles consomem todas as coisas e as coisas são objetos né produtos/serviços conteúdo informação etc eu lembro que no brasil em 2013 a gente teve um momento mega importante de manifestações é todo mundo foi para a rua se manifestar contra política etc etc e ali naquele momento a gente começou a se revoltar também contra grande mídia foi muito interessante porque as pessoas não queriam falar pelos políticos a corrupção exceto elas começaram a falar a derrubar carros por fogo em carros de jornalistas das grandes né da grande mídia a tuitar contra se manifestar jogar coisa a gente começou a dizer que esse tipo esse modelo de de seu modelo de relação essa coisa top-down né de pirâmide não fazer mas sim pra gente foi muito interessante porque a partir daí acho que a gente viu outras coisas da nossa vida começando a adin 26 que a gente acreditou na gente no início como nessa nessa ferramenta nesse tipo de movimento como uma coisa que podia ter um impacto real porque a gente acreditava quando os velhos nos falavam assim ai certo revolução de sofá não sei se ter uma que você fica lá tuitando só que não tem nenhum impacto vené real ea gente acreditava na gente fazer a gente é a galera da internet isso aqui meio besta mesmo então acabei um vídeo de gatim só que quando a gente foi pra rua por conta de um grupo no facebook que começou na revolução gigantesca no brasil ele falou pô essa revolução só fala até que sair do sofá gana aquilo fez um bem da nossa moral sabe que em 2013 foi um ano muito marcante é sempre o brasil em termos de jovens apropriar disso sabe falar na land na galera da internet a gente a galera que os internet a gente pode fazer coisas na vida no mundo offline também foi bem legal é muito interessante porque hoje em dia a gente tem vários tipos de cultura que eles como existem em forma uns aos outros ao mesmo tempo eu acho que a gente é teve sempre uma cultura de massa que a lei que define a tudo que a gente tinha que pensar né adivinha nossas culturas próximas da família amigos alguns colegas de trabalho só que hoje em dia a gente tem essas culturas que eram as culturas próximas elas conseguem se falar e vão ganhando outras dimensões né impactar a cultura de massa aí uma coisa legal é que essas pequenas culturas quando ela se junta a elas conseguem virar um trending topic e elas são difíceis de detectar porque elas estão acontecendo ali de repente ela surgem depois elas também se fragmentam muito rápido acho que esse universo fragmentado ele é o mais difícil de entender para quem sempre viveu na lógica da mídia de massa é de que uma pessoa ia falar tudo e impactar e é mas no brasil está ganhando uma dimensão muito muito grande muito importante para o bem e para o mal né a gente está vivendo agora um processo de crescimento de botes essa polarização também não sei como como está acontecendo aqui mas ainda não pára no brasil assim a gente tem pra todos os movimentos progressistas e tente com a mesma quantidade de pessoas dentro do movimento mais conservador pessoas que querem que as coisas fiquem como está não é uma coisa só de velhos o que é das pessoas mais velhas do que é o chocante tem muitos jovens muito conservadores no brasil também mas eu acho que um de uma certa forma e principalmente nas bolhas mais urbanas né vamos assim nas cidades mais cosmopolitas é esse pensamento já está bem espalhado na o que é televisão hoje em dia é eu acho que tanto no brasil quanto em portugal a televisão já tv aberta neoci canais a cabo eles fazem pouco sentido estão morrendo no brasil né as audiências são cada vez menores só estão cancelando seus pacotes e tal mas acho que a tv aberta ainda tem um impacto muito grande no brasil e metade da população está online então ainda tem um bom caminho não é pra pra danar digital e inclusão digital das pessoas dentro dessa lógica é então eu acho que dá pra gente falar sobre 2b tudo no brasil é meio são dois brasil é porque o brasil tem muita desigualdade está falando aqui de movimentos super progressistas e feminismo ea 37 tem gente no brasil no interior não muito longe que não tem saneamento básico que não têm comida que vive na pobreza exceto então assim é muito difícil falar de coisas no brasil é muito amplo mas a escala do brasil é absurda mas acho que existe quem montar vivendo questões muito básicas led conseguir comer e e e acesso à água e esgoto eu acho que por mais que essa pessoa não esteja usando a internet ela está sendo impactada pela lógica entre na internet que às vezes eu não tenho meu celular e certa mas minha sobrinha tenho um amigo que tem eu consigo acessar essas informações é mesmo sem ter aquele rivais na é que a gente a gente tem que pensar talvez na questão da tv não colou o suporte uma tela né mas como o tipo de conteúdo pra mim a tv aberta é uma é uma tv e linear que eu não posso escolher as coisas e que é baseado em anúncios interruptivo que não fazem mais nenhum sentido mas eu assisti o consumo netflix no suporte tv e meu filho de quatro anos ele consome coisas no netflix no ipad quando ele vai pra tv ele fica tentando tátil é fazer outro disco na tela e eu vejo muitas crianças por quando falam tipo de celular e certa forma se essa aqui é a minha tv então assim eu não sei o que significa tv eu acho que a gente vive numa era em que pra mim tv como a gente conhece ela é a coisa impositiva todo o resto é coisa que eu escolho a coisa um tremendo então onde a televisão tradicional né aberta vai se encaixar nesse sentido na eu acho que a tv ainda tem uma força muito grande porque ainda assim é uma mídia de massa e quando eu digo de massa que consegue espalhar mesma mensagem pra muita gente ao mesmo tempo então acho que ela vai ter uma força grande para as coisas é ao vivo para as questões de esporte nem eu acho que a tv tá morrendo acho que ela está passando por um momento de ressignificação do que é o conteúdo que vale a pena assistir como que você vai precificar e quantificar essas coisas né eu estava falando com o meu marido no brasil tem eu tenho a tv e tv a tv a cabo e eu queria comprar um vídeo on demand dentro da tv a cabo net o netflix da minha operadora de de tv e a eles como eu pago um pacote muito básico porque eu não quero te ver né eu pago eu pago mais barato possível só para ter acesso a tv a cabo e internet boa época e também fazer essa coisa do pacote tem telefone né eu tentei alugar tipuana que o filme velho e aí ele falou assim ah não no seu pacote não pode alugar sem fazer um upgrade no seu pacote no poder comprar um vídeo onda ainda foi uma escolha lógica disso eles querem ganhar dos dois lados mas com a televisão hoje em dia como ela existe uma coisa na crônica né quem quer ver um telejornal de duas horas o que tipo de conteúdo se consegue passar em duas horas alguém me falou que o jornal aqui dura duas horas no brasil dura meia hora porque que tem tanto né pra falar essas consistindo de uma coisa morosas naquela que pode mudar mas eu acho que que a definição principal é te ver hoje em dia uma coisa na crônica como ela é apresentada hoje que não faz sentido num mundo cada vez mais um de man nem que eu vou assistir a coisas que eu quero sem interrupção sem linearidade nessa coisa da tv linear eu acho que faz pouco sentido em uma lógica digital né eu acho que o grande lance do digital são as conversas pra mim é essa mudança é a principal saída de uma audiência que é passível de uma audiência que conversa tipo como você trabalha isso não é o facebook hoje ele está falando ele tem lá o facebook ótica do canal de tv o netflix do facebook lama é eles ainda são caras só quero comprar conteúdo que tem interatividade conteúdo pra ver não faz sentido se a tv entendeu todo ano a gente leva um grupo de executivos para estudar em los angeles para visitar as empresas dentro do universo de conteúdo entretenimento ea gente faz questão de ir nas empresas legacy mídia é que eles chamam lá então fox e disney e 60 e nas novas empresas vai se busque di youtube facebook e setas entendeu os modelos e as estratégias né ea gente percebe que mesmo lá nos estados unidos eles são tão avançados assim não é todo mundo que está super avançado em relação a essa coisa do ambiente digital porque é muito difícil é uma coisa diante o controlo tudo eu sou dona de tudo tudo é meu pra uma coisa em que o que é meu talvez possa fazer parte de um outra conversa cultural que eu não vou controlar por exemplo a gente visitou esse ano a fox que é o gigante um baita canal é uma baita por néné televisivo e eles não produzem conteúdo digital 70% do conteúdo deles é feito por usuários olha isso eles não têm uma produção consistente digital ainda não coloco muito conteúdo lá mas eles conseguem monetizar o que os usuários fazem que os fãs fazem com os remixes atleta porque principalmente no youtube ele se encontra em tarde que permite que eles monetizem tudo isto estão ganhando dinheiro com digital eles têm que lavar bilhões de devils né no trimestre estão monetizando isso sem ter que produzir nenhum conteúdo que faz com que eles fiquem muito confortáveis porque produzir conteúdo digital tem que investir muito dinheiro porque o digital não para né é uma lógica de produção muito diferente de televisão que faz a temporada exceto entregou shaw na internet a gente fala que é uma esteira de corrida não é que ela não pára nunca fica lá correndo na esteira se você parar de correr ela joga para fora porque essa esteira não para internet e 24 por 7 ela não liga nunca então é um tipo de produção que eles não sabem fazer então esposa alguns preferem entrar nisso nem nem pôr o pé nisso ganha um dinheirinho aqui com esse conteúdo que o magnetismo feito por usuários e cabelo e ao mesmo tempo que tem outras empresas pela disney que vai lançar sua própria netflix então assim qualquer modelo certo não sei de fato você não pode ignorar esse universo né foi o próprio foi um executivo da disney que nos falou numa viagem dessas ele falou assim eu não sei o rói das coisas que não tinha tudo querendo saber resultado como se médio não tem roy de todas as coisas mas eu posso falar que o edital tem corre é o costa ignore você não pode ignorar isso existe um custo real de oportunidade de acessar de fora os modelos não estão definidos e essa coisa mais angustiante acho que é mais excitante também na então é conhecer e olha aí se vê que existem vários modelos aqui tá dando certo de alguém em algum nível para alguém eu acho que ignorar não dá eu acho que colocar um pé seja pensando o conteúdo do usuário seja colocando um pouco do seu do seu conteúdo digital seja fazendo essa própria links acho que entre 10 e 19 explica o seu próprio netflix tem tem tem muita coisa para ser feita eu acho que ignorar não dá eu acho que criar conteúdo nativo digital é mandatório porque existe no universo digital só pra emitir informação é muito ruim a gente vê isso acontecendo bastante não só com tv mas outros outras mídias rádio acho que deve ter uma coisa que todas as rádios fizeram quando veio digital foi colocar rádio online para ouvir online mas tipo rádio tem muito a ver com o contexto não é claro que você põe o play ficou ouvindo na então acho que a gente está buscando esses modelos ainda mas o fato é que não dá para ignorar a gente a gente tem uma ansiedade né por conteúdo porque antes a gente tinha a gente consumia as coisas de um jeito muito linear na nossa vida por exemplo como quer uma vida de alguém analógico no brasil antes você acordar vale um jornal informação tomava seu café da manhã seu pequeno almoço da ia dirigindo até o trabalho onde se pôde ouvir uma rádio chegava no trabalho trabalhava de verdade não no computador na máquina no papel não sei como trabalhar você computador aí saía pro almoço com seus amigos nessas colegas de trabalho que era o momento de troca de entretenimento voltava trabalhava aí é pra casa talvez ouvindo rádio de novo chegava em casa vi um telejornal ou conversava com ela com a família teria dormir então tipo tudo tinha um modo chamado da informação de última hora para trabalhar última hora para falar besteira com os colegas de trabalho só que agora tudo se sobrepõe na é tudo ao mesmo tempo ele está trabalhando ao mesmo fingindo que está trabalhando ao mesmo quem está no facebook dando aquela hello no instagram respondendo alguma coisa no ataque o sms ao mesmo tempo que a gente está vendo nec de tudo rolou mesmo tempo então tipo é muito rápido né amanhã como se consome as coisas não faz com que a gente quer consumir mais e mais e mais e mais eu não sei se isso é uma coisa boa para quem nasceu analógica virou digital eu por exemplo sou muito ansiosa em abril vivo numa sociedade nessa angústia mas eu vejo que por exemplo meu filho de quatro anos é normal pra ele essa quando ele abre o netflix e fala eu não quero ver isso não quero ver isso não quero isso quero eu sabia que ele fica naquela angústia de escolher o que pretendo é uma angústia só tipo na rua momento de decisão e estou tranqüilo com isso entendeu então a gente é a maneira como de processo todas essas camadas né que rolou mesmo tempo deixa a gente bem ansiosa querendo cada vez mais eu não consigo esperar eu prefiro esperar uma série acabar pra poder bem lógico a série inteira todo né não só uma temporada mas acho que vai ser cada vez mais assim a gente fala que é como o idade de cachorro um ano do professor vale 7 na internet a mesma rua acho que a gente sempre acha que as marcas assistimos a mais madura do que elas são acho que quem está muito à frente né percebendo essa nova essa transformação é certa fica muito angustiado mas acho que as coisas têm um tempo certo para acontecer como por exemplo acho que cada país tem um contexto muito específico aquino em portugal só tem muitas pessoas muito mais velhas da população à população mais velha né a pirâmide invertida que serve então acho que isso ainda vai fazer com que a maneira tradicional e que a gente vê como velho ainda persista por muito tempo no brasil é um outro é um outro contexto o contexto do da desigualdade que metade da população não está online ainda tem muito impacto de televisão das mídias tradicionais etc mas eu vejo especificamente com a coisa da tv não com os outros meios com o jornal está falindo é revista está falindo estava agora ontem vendo meu facebook as notícias do brasil ea maior editora de revistas do brasil que a editora abril acabou de entrar com um pedido de falência e recuperação judicial e os do tipo de 300 pessoas no méxico e era o império é o império entendeu tipo revista o impresso está muito pior do que a tv eu acho que essa coisa das marcas é muito angustiante para quem está muito à frente mas eu acho que a gente está querendo que uma indústria que se existe há mais de 50 anos né 80 anos sei lá é esse e cresce nec que nasceu e cresceu com base em coisas muito específicas como a audiência alcance números massa nem faz de massa mude sua mãe de 75 anos não vai acontecer por mais que a gente esteja vivendo a coisa né de um ano e começam sete anos ainda assim a gente precisa ter uma curva de adoção não é só que eu acho que quem chega lá depois vai sofrer a gente a gente venceu a globo no brasil demorou muito para começar a se abrir até hoje ainda não estão publicando conteúdo no youtube por exemplo e tem uma coisa de modelo de negócio se tornou o maior jornal brasileiro que a folha saiu do facebook não vamos mais dar dinheiro pro mark zuckeberg fiel à disposição uma empresa produtora de conteúdo vem do conteúdo não vou dar de graça pra esse americano take me over não quer parecer revoltaram entendeu não vou ficar servindo algoritmo eu acho que tem uma mudança de mais sete que demora se você quer mudar um cruzeiro numa lanchinhos são coisas de estruturas mercados ecossistemas indústrias inteiras sem mudar todas essas práticas nos seus processos empresas vão fechar se você me falar num essa coisa da mídia de massa não faz mais sentido não sei que tipo a maior parte das agências no brasil fecha inclusive a gente tá passando por um momento em que muitas agências super tradicionais de publicidade do brasil assim premiadíssimas então quase falida porque o próprio cliente a própria marca às vezes está dizendo que não eu não quero mais esse formato esse modelo de mídia de massa pra mim não funciona eu quero pensar em outras coisas só que o modelo de negócio das agências está muito ligada comprar mídia é como faz se fale vai falir uma empresa em tema mãe dos 30 inteira porque se quer que seja mais digital eu acho que as coisas têm um time pra acontecer acho que a gente tem que ter paciência e esperar eu acho que muitas muitas dessas coisas também tem uma falta de visão do todo sabe é óbvio que quando a gente já o usuário a gente quer logo porque a gente aponta que recebe tudo isso né mas assim ele tem que pensar em modelos de negócios em sustentabilidade tipo se a folha começa a decidir que ela vai começar a fazer conteúdo só digital e 77 acreditar ninguém paga por conteúdo e anúncios também cada vez mais nem menos tuvalu um banner tipo display mídia um negócio que tende a morrer então qual é o modelo de negócio não deve abandonar o velho se você não tem um novo né acho que tem várias coisas têm que acontecer eu acho que a gente tem que ter calma mas eu acho que quem chegou lá antes quando a revolução é quando todo mundo estiver mais próximo desse momento de virada do thelin point vai favorecer o réu é o problema no eu não sei se ele está no formato ou no tipo de conteúdo que você está colocando lá na eu acho que muito do conteúdo que está em tv ou nos jornais muito interessa mais né não interessa quente não tem essa relevante eu acho que a crise das revistas foi essa por exemplo a editora abril que faliu quero um império no brasil por todas as grandes revistas era um deles por que faliu não sei se o problema está no suporte acho que é a mesma coisa do cd né não é que eu não quero que os consumirem informação é que não quero nem deixa de comprar o cd não é que eu não quero deixar de ouvir música eu quero música só que não nesse formato e uma música tem que ser boa porque hoje eu posso escolher então tipo quando podia escolher qualquer coisa serve mas agora não então eu acho que as coisas da do suporte tem muito a ver com isso eu acho que tem com o conteúdo que não não conversa com a cultura do momento com as conversas maiores que estão sendo tidas então tipo está falando aqui por exemplo no brasil a gente está falando de feminino está falando de gordon fobia de novos modelos de corpo não precisa ser todo mundo magloire de olho azul na está super forte receber a capa da revista time uma menina má glorioso tipo isso não me representa então a a sociedade está falando eu não quero isso se não faz parte da cultura do site do momento isso não é relevante que não têm uma relevância cultural entendeu então morre você é uma pessoa que é um influenciador digital e provavelmente você tem esse tipo de conversa você está entendendo o pulso né da cultural da sociedade dos temas e entregando o conteúdo que tem a ver com isso cielo digital se é na tv sendo netflix é impuro pode queixar-se é impresso pra mim tanto faz entendeu por isso que eu falo eu não acho que a tv em si tem um problema eu acho que a tv como ela existe hoje é uma coisa na crônica talvez as revistas como elas existem hoje nós também não tem nenhuma relevância suporte na o problema o problema é ao modelo de negócio e b você não fazer parte da conversa eu eu vejo muitas críticas ao digital neodi paulo afasta as pessoas têm fake news a gente fica escravo é todo mundo viciado exceto eu acho que primeiro a gente não tem contexto a gente não tem distanciamento histórico pra dizer que isso vai ser assim que isso de fato é ruim eu acho que quem está avaliando isso de um modo muito ruim é geralmente são pessoas não nativas digitais não se cansam de imigrantes digitais

eu acho que no balanço se você for colocar tipo na balança a internet e as redes sociais nos deram muito mais coisas positivas do que negativas do que negativas o problema é que como tudo é acontece em escala no digital as coisas ruins ao ser humano também ficam instaladas na então ficou mais explícita porque tudo pode pôr tudo ganha visibilidade e que tem visibilidade hoje em dia o que tem poder lá eu sou muito entusiasmo de digital eu acho que a gente ainda está aprendendo uma mídia muito nova a população inteira não está ainda é na internet então acho que a gente nunca tem uma curva de adoção em uma curva de compreensão sobre o que significa essa ferramenta muito grande pra acontecer eu acho que quanto menos nativo digital nem quanto mesmo mais velho é a pessoa é mas ela tem questões sobre esse funcionamento acho que a gente não tenha ainda mais de 7 preparado para toda essa função mas eu acho que isso é uma questão de de uso e de alfabetização digital quando você pega por exemplo as pessoas que mais espalham fake mil são as pessoas mais velhas mas entendem como funciona a ficar na internet é verdade só porque estava aqui publicada em algum lugar da minha tia todo tempo hahnemann coisas que são nossa mas tia como você acredita nisso aí amiga que me 12 tal não é assim acho que a gente o problema não é o digital esse problema são as pessoas e essa curva de aprendizagem sobre como usar essa ferramenta que já muito lembrado ajustamento desatento ele está muito confiante em coisas que não existam aqueles em que se apropriar mas disse ser mais ativo na maneira como a gente usa essa ferramenta que ela é bem poderosa eu acho que com um fake mil dessa onda definiu o jornalismo está ganhando uma importância maior do que já teve nos últimos anos né porque a gente está se voltando talvez para suas instituições e empresas de mídia que a gente conhece apesar de que elas também elas não são infalíveis nem a gente tem várias barrigas como a gente chama no brasil né de the new york times folha de são paulo grandes jornais publicando mil notícias mentirosas e corrigindo eu acho que está todo mundo tão uma insurgência de publicar logo pra dar logo é certo que nem mesmo jornalistas deveriam checar as informações estão chegando a pressão pública logo mas eu acho que a gente tende a confiar mais nas instituições que a gente conhece então em termos de marcas brinde dos jornais dessas empresas de mídias até se fortaleceu com essa coisa do fake news entendeu foi até bom para eles a gente começar a valorizar mais os processos investigativos etc desde que eles existiam de fato

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>